As Novas Aventuras de Renato: Interfaces gráficas

agosto 23, 2009

Olá pessoal!

Gostaria a priori de pedir minhas sinceras desculpas pela minha ausência. As novas férias suínas me geraram oportunidades para ganhar dinheiro e viajar. Como eu quase não gosto destas combinação eu fui e desapareci! Mas estou devolta com novas super aventuras!

Numa das minhas belas tardes chuvosas curitibanas tive uma inspiração: porque não escrever sobre as três interfaces gráficas disponíveis para a distribuição Ubuntu?!

Eis minhas próximas vítimas: GNOME, KDE e XFCE.

Algumas definições para os leigos:

Interface gráfica do usuário ou em bom inglês Grafical User Interface (GUI) é a interface que permite ao usuário interagir com dispositivos digitais sem a utilização de linhas de comandos, ou seja, graficamente. Como os sistemas baseados em GNU/LINUX possuem um probgrama chamado XFREE que controla janelas e ícones. Este programa é livre o possui código aberto, portanto, qualquer um pode criar a sua interface gráfica.

Por hoje, fica o dito!

Nas próximas semanas postarei as novas aventuras!

Renato


Como somos criados…

julho 27, 2009

Acredito que todas as pessoas tem dias difíceis. Infelizmente, como já dito antes, que em nossas vidas não podemos digitar sudo comando como fazemos nos sistemas GNU/Linux para consertar nossos problemas. Penso também se na época de Kafka, existissem as facilidades tecnológicas que temos agora, seu ilustre personagem Josef K., em sua magnífica obra “O Processo”, não fosse tentado a resolver seu problemas, e ponha problemas nisso, com linhas de comando. Não que o meu problemas seja um processo, longe disso, sempre procuro seguir a lei, aliás, tal burocracia que o personagem enfrenta é digna de uma tranferência de automóvel, mas tranferir um carro ainda não é crime. Aliás este tema de burocracia em processos é um tema para outro post. A questão toda que engloba as dificuldades desta minha segunda-feira é a falta de profissionalismo e noção de alguns superiores que acabaram por hoje disperdiçar um dos melhores alunos de engenharia que eu conheci e provavelmente um dos melhores engenheiros formados pela instutuição. É claro que minha vontade é citar nomes, mas como ainda vou levar alguns semestres para me formar é melhor deixar em segredo.

Hehehe, após um leve desabafo, algumas considerações: gostaria de primeiro anunciar o nosso novo parceiro o blog Livre Linux. Dizer que não sou escritor e, por enquanto, não pretendo ser um. Escrevo por hobby, este que por sinal descobri quando criei o blog. Digo isto porque fui indagado pelo Pedru do Livre Linux, por alguns colegas e alguns membros do fórum Ubuntu Brasil. Gostaria de agradecer também a Maria Rafart, apresentadora do programa 91 Minutos na rádio 91 Rock (não percam, todos os dias as 7:00 às 9:00 h), e ao Ricardo Engelbert, comentarista de tecnologia do mesmo, pela visita, pelo apoio, e por receberem minha idéia.

Feitos o desabafo e as considerações vamos ao que interessa:

Estava eu na minha noite fria, como os bons curitibanos conhecem, e monótona de domingo, o motivo da monotonia é a fato de ser o domingo antecessor do início do semestre letivo (ontem), conversando com uma determinada pessoa pelo MSN, esta pessoa, que não merece ser citada, encontra-se naquela fácil fase da vida chamada aborrescencia adolescência. Quando me surge um pensamento: “é um domingo, a noite, e de tédio, que mal há em fazer algumas brincadeiras”. Então falei: “Fulano, vai estudar!”. Depois da resposta esperada e prevista: “Estou de férias”, surgiu em minha mente uma rápida resposta que me satisfez: “Não há férias para engrandecer seu conhecimento! Leia sobre sistemas operacionais!” e passei um link da execrada por muitos Wikipédia. Certeza eu tenho de que esta pessoa nem sequer abriu o link.

Passado um tempo e percebido um recuo desta pessoa, experimentei utilizar algumas técnicas pedagógicas. Disse: “Por um acaso, você sabe o que é um sistema operacional?”. Percebi uma certa demora, então veio a resposta: “Não!”. Estava aberta a porta para a minha argumentação: “Mas sistemas operacionais são coisas importantes, você pode usar um e você não sabe o que é?!”, fazendo uma pergunta mais agressiva: “você sabe se você usa um sistema operacional?”. O indivíduo demorou para responder. Quando me surpreende a resposta: “Por acaso o meu sistema operacional é o Vista?”. Adorei! hehehehhe! Estava chegando ao meu objetivo! Comecei a fazer uma sucinta explicacão sobre alguns sistemas operacionais existentes e por fim perguntei: “E qual é a função do sistema operacional?”. A resposta: “Não sei!”. O fato interessante: falei para a pessoa pensar, pois a resposta é simples, e a resposta que obtive foi: “Eu não sei pensar!”. Bom, devida a dificuldade de se construir um diálogo com uma pessoa que pensa assim, fiz uma breve explicação das funções e desisti da minha investida pedagógica.

Analisando este episódio, chego a algumas constatações. Primeira: a falta de incentivo ao raciocínio lógico. Não saber pensar?!?! Segunda: do jeito com que o modelo do S.O. foi exposto entende-se que a pessoa desconhece qualquer outro sistema, portanto só a o da marca Micro$oft. Terceira: como somos criados (até merece um parágrafo novo):

Lembro-me bem das primeiras aulinha de informática que tive quando ainda era uma criança. Era uma matéria na escola onde estudei. Sempre utilizavamos o Window$ e nunca nos foi dado escolha! Nem sabíamos o que era um sistema operacional, apesar de operar um deles. Muito menos que haviam outros sistema, por vezes até melhores, e gratuitos! Ou seja, fomos educados sob o domínio de uma marca. Quem sabe, esta seja a principal dificuldade para as pessoas aceitarem a mudança do Window$ para sistemas GNU/Linux. Quando forem dadas opções para crianças conhecerem a informática por outros sistemas operacionais poderemos esperar mais usuários adeptos ao software livre.

A propósito, sobre o post anterior, repartições públicas controladas pelo governo do estado do Paraná só usam Linux. Mas por experiencia, vejo que é mais por economia do que pela sua funcionalidade. Quando fiz um estágio no Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR) as caixas com componentes velhos (que não podem ser chamadas de computadores) usadas pela maioria dos funcionários usava algumas distribuições leves de linux porque não funcionariam com outro sistema operacional moderno.

Por hoje é isso pessoal!

Renato


O DETRAN e o Linux.

julho 25, 2009

Antes de iniciar o epílogo, vamos a um breve prefácio. Logo que apresentado fui a este novo universo, conheci um novo software: o LaTeX. Não, não é borracha, nem é o leite que os seringueiros da Amazônia extraem da árvore. O LaTeX é um conjunto de macros para o editor de texto TeX. O primeiro é um pacote de comandos de alto nível para o segundo, aonde ocorre a edição do texto propriamente dita. E o surpreendente é o quão poderosa é esta ferramenta. O funcionamento é difrente de outros editores como o M$ Word que são editores (WYSIWYG, “What You See Is What You Get”, ou para a Solange: “Uati Iu Si Is Uati Iu Gueti”, em português: “O que você vê é o que você tem”). O TeX distancia o máximo possível o usuário da formatação do texto.

Qual é a minha surpresa quando 8:00 h toca meu telefone celular. Atendo, um pedido, mas mais interpretado como uma ordem, para fazer uma procuração. Motivo: levar um carro para fazer tranferência no nosso querido DETRAN.

Logo pensei, editá-la-ei no LaTeX e verei como ficará. Usei como estilo para o documento o modo artigo (article), aí veio o primeiro problema, usando o comando para gerar títulos gerava com a data no cabeçalho, um impecílio quando falamos em documentos. Procurei na maior biblioteca da internet, o Google, algum pacote ou estilo para a edição de documentos oficiais. Resultado: alguns sites sobre látex, licitação para compra de látex e coisas do gênero, mas LaTeX que é bom, nada! Então decidi, vou editar na mão mesmo. Resultado: ficou bom, mas poderia ter ficado melhor.

Então, agora que já se foi o prefácio (mais longo que eu esperava, diga-se de passagem), vamos ao epílogo!

Chegando a uma das sedes do órgão de trânsito o 1o. suplício: A Fila da Vistoria. Um mar de carros na sua frente e somente um velhinho, daqueles beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem ranzizas, fazendo a vistoria. Como o bom e velho Murphy sempre tem uma participação nestas horas, o velhinho implica alguma coisa com o seu carro. Está deflagrada a novela: chamar supervisor, convencer o supervisor, o velhinho, toda a multidão que está olhando e o pior caso de todos, a fila atrás de você.

2o. suplício: O Balcão de Informações. Entrando no eficientíssimo órgão encontra-se outra fila: no balcão de informações. 40 pessoas na sua frente, todas com aquele dificuldade de entender instruções que causa calafrios em algumas pessoas de raciocinio mais refinado. Aproximadamente 15 minutos até sua vez (em pé), se você estiver com sorte. Mas este suplício ainda não está terminado, quem sabe a atendente no alto de sua simpatia pode implicar com alguma parte da sua documentação, que não é pouca. Depois de explicar tudo o que está escrito na documentação para atendente você ganha uma senha.

3o. suplício: O Atendimento. Você fica felissíssimo com sua senha, mas a alegria dura pouco, entrando na sala de espera você percebe que sua senha está trinta algarismos acima da senha indicada no painel. Resultado: momento de deixar as nádegas em formato cúbico. Após 1 hora sentado, um momento mágico, seu número aparece no painel, mas você já está tão cansado que mal fica empolgado. Assinar e assinar papéis. Quando você pensa no momento de alegria: a ida para casa, você descobre que surgiu outro suplício, o 4o..

4o. suplício: Pagando as Taxas. Fila de banco é fila de banco, todos sabem como é a experiência inesquecível, ainda mais com a boa vontade de alguns caixas. Mas, a epopéia ainda não acabou.

5o. (e ultimo) suplício: Entregando Tudo (e os pontos). Depois de pagar a taxa você entrega a pequena pilha de documentos que você carregou a manhã toda por todo o prédio do DETRAN. ACABOUUUUU! Ah! Se você quiser ter seu carro com a pintura intacta, é bom quardar 2 reais para o guardador de carros, que já avisa o preço quando você sai do carro.

Depois de uma manhã inteira, sim uma manhã inteira, perdida, você deve esperar cerca de três dias úteis para retirar o novo documento.

Hoje a tarde estava refletindo, mesmo com toda essa burocracia, farsários, gatunos, ainda conseguem burlar o sistema. Como?! Não sei. Mas sei que este sistema só cria impecílios para pessoas que agem dentro da lei. Espero que um dia o nosso departamento de trânsito deixe de ser um 386 usando Window$ Vi$ta e passe a ser um Quad Core usando GNU/Linux. Neste dia poderemos fazer uma transferência utilizando comandos como sudo mv vendedor comprador de forma segura, sem fraudes, nem demora, nem taxas abusivas que financiam esta âncora burocrática que tanto atrapalha nosso dia-dia.

Bom pessoal, por hoje é isso, eu sei que demorei desde meu anúncio no Twitter até agora, mas com esse frio é dificil manter um bom rítmo de escrita.

Para quem quiser saber um pouco a mais de LaTeX:

Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/LaTeX

***Documentação: http://www.tex-br.org/index.php/Documenta%C3%A7%C3%A3o_em_portugu%C3%AAs

Uma Não Tão Curta Introdução ao LaTeX: http://www.tug.org/texlive/Contents/live/texmf-doc/doc/portuguese/lshort-portuguese/ptlshort.pdf

Renato


O Início…

julho 23, 2009

Bom… Bem-Vindos ao blog! Essa idéia surgiu após eu ter descoberto que o Twitter tem uma certa limitação com o número de palavras a ser escrito. Como os que me conhece sabem e os que irão me conhecer saberão, eu conto histórias loooongas e 160 caracteres me impediriam sensívelmente de elaborar meus posts.

Tudo começou há, mais ou menos, nove meses numa palestra do Prof. Dr. Marcos Mafra sobre aplicações de softwares livres na engenharia química. Antes de entrar no tema específico o grupo PET (Programa de Educação Tutorial “me corrijam se eu estiver errado”) de Computação fez uma apresentação sobre sistemas baseados em UNIX. A idéia de Linus Torvard era fantástica e a ideologia do software livre apaixonante. Após esta palestra encontrei um colega, o qual é adepto ao software livre e muito bom com o software estatístico (livre) R e este incrivelmente tinha um cd do Ubuntu 8.04 Hardy Heron na mão! É obvio que este saiu das mãos dele e foi parar nas minhas.

Admirado com a minha nova aquisição fui o mais rápido o possível para casa usar o meu novo brinquedo. Chegando em casa, como usuário inexperiente que era, formatei o desktop e instalei o ubuntu, sem dual-boot. O único que detalhe, esquecido no auge da minha empolgação, eu não era o único usuário do computador. Eu tenho uma mãe! E esta usuária (convicta) do Micro$oft Window$. Estava criado o meu problema. Apesar do Ubuntu ser uma das mais amigáveis distribuições do Linux que se pode encontrar hoje, ainda perde em recursos gráficos para o seu concorrente capitalista. Outro problema: o Windows Live Messenger. Apesar de alternativas Open Source como amsn e emesene serem altamente funcionais, não se comparam a beleza gráfica do popular WLM. Resultado, tive que formatar de novo e criar um dual-boot. Uma partição com o nosso amigo de código-livre e outra com o concorrente capitalista em fase de teste.

Desde quando o Ubuntu foi instalado o sistema travava, travava, travava sempre. Conversando com usuários mais experientes descobri que isso não era certo, o sistema é muito estável. Descobri depois de diversas reinstalações que o problema era um conflito ocorrendo entre a duas placas de memória RAM que estavam instaladas no desktop. Removendo uma das placas o problema foi resolvido. Em pouco tempo, surgiram vários problemas com FLASH, com o firefox e comecei a perder a empolgação com a idéia do software livre e aos poucos fui retornando ao mundo fechado da Micro$oft.

Em dezembro de 2008 comprei um notebook e me livrei da divisão de bens computacionais com a minha querida mãe. Este meu notebook veio com o Window$ Vi$ta (a grande bomba da década). Com o tempo passei a ficar com ódio da beleza letárgica do Vista, letárgica se referindo ao consumo GIGANTESSSSCO de memória que este sistema operacional faz. Passei a utilizar o velho companheiro de guerra XP.

Sou extremamente contra a pirataria, mas sou a favor da distribuição do conhecimento e da cultura. Estava fazendo o download de uma série, a qual gosto muito, e estava enfrentando problemas com o XP e o MEGAUPLOAD. Extremamente irritado, fui procurar informções sobre meu velho e esquecido novo amigo Ubuntu. Descobri que havia saído uma nova versão: Ubuntu 9.04 Jaunty Jacklope. Aí vem a questão: desistir de vez do meu fiel companheiro de guerra XP? Para um adorador de games é uma decisão muito difícil, visto que é possivel executar jogos pelo Ubuntu através do Wine, mas o rendimento não é muito bom. Apesar da tristeza no coração resolvi: chega de ser traído pela Micro$oft. Instalei o Jaunty.

Logo veio a primeira descoberta, Ubuntu para arquitetura da AMD 64bits. O rendimento comparado com o Hardy 32bits foi impressionantemente maior (meu desktop era AMD 64bits). A real facilidade para o uso do terminal me surpreendeu, o apt-get é uma ferramenta impressionante. Assim como os comandos rm e mv que poupam muito tempo de clique após clique através do Explorer.

Desde a minha mudança, que completará uma semana amanhã estou muito satisfeito. Ontem num acesso de insônia que tive, fiquei pensando… Por que não criar um Twitter para contar estas experiências neste novo velho universo? Quem sabe isso possa encorajar outras pessoas a fazerem a mesma opção que fiz! Batata! Criei uma página no Twitter. Mas para minha decepção descobri que não era possível criar textos muito extensos. Por isso a idéia do blog. Claro que postarei no Twitter sempre, de coisas novas até posts aqui para os que quiserem seguir.

Gostaria de pedir desculpas ao pessoal do Ubuntu Fórum Brasil que deve estar lendo pela segunda vez a minha história de amor com o Linux. Gostaria de agradecer também a ajuda que esse pessoal sempre dá quando você tem problemas.

Twitter: http://twitter.com/mundubuntu

Para quem quiser seguir! Sempre que postar no blog avisarei por lá!

Obrigado pela paciência e por terem chegado até o fim do meu texto!

Renato


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